Para finalizar a semana, o embate entre Donald Trump e Jerome Powell avançou mais um capítulo. Em meio às críticas sobre a decisão do Federal Reserve de manter a taxa de juros, Trump anunciou pelo Truth nesta sexta-feira (30), Kevin Warsh como o próximo presidente do Federal Reserve.
Se a indicação for aprovada pelo Senado, Warsh vai substituir Jerome Powell, cujo mandato termina em maio. Atualmente, o cenário de incerteza que paira sobre o mercado puxa ativos de risco para baixo. Isso porque, em tempos onde não se é possível saber como será a política monetária dos EUA, os investidores costumam evitar tomar tanto risco.
Contudo, isso pode mudar quando o substituto for definido, e mais a frente quando o mercado entender como ele conduzirá o cargo. Warsh é ex-diretor do Fed e um dos quatro finalistas numa lista de nomes que era discutida pelo governo.
Kevin Warsh esteve na crise de 2008
Anteriormente em sua gestão, entre 2006 a 2011, Warsh adotou uma postura pró-mercado e pró-regulação leve. Além disso, sua preocupação era mais com riscos inflacionários do que com desemprego, o que o colocava no campo dos “hawks” (falcões).
Apesar disso, a época foi dura. Durante a crise de 2008, apoiou medidas emergenciais de liquidez. Mas criticou o afrouxamento monetário prolongado (como o quantitative easing).
Warsh se opôs a algumas políticas mais agressivas de estímulo defendidas por Ben Bernanke. Após sair do Fed, Warsh criticou a política de juros baixos por tempo prolongado. Segundo ele, esse movimento poderia criar distorções de mercado.
É incerto qual seria sua postura no contexto atual da macroeconomia, e principalmente se realmente será o substituto de Powell. É inevitavél esperar uma postura em linha com a de Trump, visto que foi quem o indicou.
“Conheço Kevin há muito tempo e não tenho dúvidas de que ele será lembrado como um dos GRANDES presidentes do Fed, talvez o melhor. Além de tudo, ele tem o perfil perfeito e nunca decepciona. Parabéns, Kevin! PRESIDENTE DONALD J. TRUMP”, escreveu em postagem no Truth.
Os ativos de risco fecham a semana em queda, com investidores migrando o capital para ativos com uma tese de proteção mais forte.
O Bitcoin cai cerca de 8% no acumulado de sete dias, segundo o CoinMarketCap. Enquanto isso, a Nasdaq tem variação negativa de 0,3% em cinco dias. Por sua vez, o ouro quebrou novo recorde de preço após disparar nesta quinta-feira (29) e atingir uma cotação próxima de US$ 5.600.






