O investigador on-chain ZachXBT cumpriu a promessa feita no dia 23 de fevereiro. Nesta quinta-feira (26), ele publicou um thread explosivo no X revelando um suposto esquema sistemático de insider trading dentro da Axiom Exchange, uma das plataformas mais rentáveis do mercado cripto.
O principal investigado é Broox Bauer, funcionário sênior de Business Development da Axiom baseado em Nova York. Segundo ZachXBT, Broox abusava de ferramentas internas da exchange. Por sua vez, o permitiam consultar carteiras privadas de usuários por ref code, UID ou endereço. Desse modo, Bauer foi capaz de rastrear movimentações e negociar com antecedência desde o início de 2025.
Evidências coletadas e o papel da exchange
A investigação, iniciada após denúncias recebidas por ZachXBT, inclui provas. Por exemplo, gravações de áudio em que Broox admite rastrear 10 a 20 carteiras por vez “para não levantar suspeitas” e depois aumentar o volume.
Screenshots de dashboards internos mostrando carteiras privadas de traders como “Jerry” e “Monix”. Um Google Sheet colaborativo com lista de KOLs (Key Opinion Leaders) e suas carteiras privadas obtidas via acesso interno.
Evidências de que Broox planejava ajudar outro funcionário (Gowno/Seb, moderador recém-contratado) a lucrar US$ 200 mil rapidamente usando o mesmo método.
Carteira principal de Broox identificada (FarpaWkzio7WQVpQeu2eURvNQZ3pCBZupJ95wUjoHcUN) e fluxos para depósitos em exchanges centralizadas.
A Axiom foi fundada em 2024 por Mist e Cal, passou pelo batch de inverno do Y Combinator em 2025 e gerou mais de US$ 390 milhões em receita até o momento, tornando-se uma das empresas mais lucrativas do setor. Especialmente em derivativos e trading de memecoins.
ZachXBT enviou o material à equipe da Axiom antes da publicação e anexou a resposta oficial da empresa no thread. A plataforma nega ter conhecimento prévio do esquema e afirma que está investigando internamente.
No entanto, o investigador destaca a ausência de controles de acesso adequados: o dashboard interno concedia a funcionários de BD informações extremamente sensíveis, como lista completa de carteiras, histórico de transações, apelidos e contas vinculadas. Ou seja, algo incomum e perigoso para cargos de desenvolvimento de negócios.






