A dificuldade de mineração do Bitcoin registrou um aumento de 15% nesta sexta-feira (20), o maior desde 2021. A atualização da métrica onchain ocorre a cada 2.016 blocos (aproximadamente duas semanas).
O dado reflete o algoritmo do Bitcoin ajustando-se ao poder computacional crescente na rede, garantindo que novos blocos sejam produzidos a cada 10 minutos em média. Esse salto significativo pode sinalizar uma onda de otimismo entre mineradores.
Isso ocorre visto que a dificuldade de mineração é um mecanismo fundamental do Bitcoin, criado por Satoshi Nakamoto para manter a estabilidade da rede. Quando mais mineradores entram ou atualizam equipamentos, a dificuldade sobe para evitar inflação acelerada da oferta. O ajuste atual, calculado pelo protocolo na altura do bloco 830.592, eleva a métrica para cerca de 90 trilhões. Trata-se de um recorde absoluto.
Dificuldade de mineração aumenta: o que isso quer dizer
Para contextualizar, o último aumento dessa magnitude ocorreu em julho de 2021, durante a recuperação pós-banimento chinês de mineração. Na época, o hash rate global despencou e depois se recuperou com migração para os EUA e outras regiões.
Hoje, o hash rate (medida do poder computacional total) atinge picos de 650 exahashes por segundo (EH/s). Bastante impulsionado por fazendas nos EUA, Canadá e Cazaquistão. Analistas veem nesse spike um indicador bullish de longo prazo.
Portanto, o aumento sugere que mineradores estão investindo pesado em ASICs de nova geração. Como por exemplo, os Antminer S21 da Bitmain, apesar dos custos energéticos elevados.
Empresas como Marathon Digital e Riot Platforms relataram expansões recentes, com a Marathon adicionando 100 MW de capacidade no Texas. Isso reforça a segurança da rede: quanto maior a dificuldade, mais difícil e caro um ataque.
Apesar disso, o Bitcoin segue firme na lateralidade. A maior criptomoeda de todas opera com leve recuperação mas ainda abaixo de US$ 70 mil. Atualmente, o cenário macro é o principal fator direcional no ativo e a incerteza nos EUA afugenta o capital do risco.






