Market making vs market taking: papéis no mercado e oportunidades

Entenda as diferenças entre market makers e market takers e descubra como algoritmos podem extrair valor dos dois lados do livro de ofertas.

O que é market making e por que importa para o preço

Market making é a prática de manter ordens de compra e venda abertas o tempo todo, garantindo que haja sempre alguém do outro lado da mesa. No Brasil, os market makers tradicionais são instituições autorizadas pela B3 e remuneradas em RF ou ações para manter o mercado fluido. Para quem opera por conta própria, o ganho está no spread: comprar mais barato e vender mais caro, repetindo o ciclo centenas de vezes por dia.

Algoritmos de alta frequência fazem isso em milissegundos. Imagine um robô que fica 24 h colado no book de ofertas do Bitcoin: ele coloca ordem de compra a R$ 499 990 e de venda a R$ 500 010. Quando as duas são executadas, sobram R$ 20 de lucro, menos taxas. Multiplique por 500 ciclos por hora e você tem um retrato realista do market making automatizado.

O risco está no chamado "nível de inventário": se o preço se move bruscamente contra a posição acumulada, o spread pode não cobrir a perda. Por isso, os robôs da Spider usam stop dinâmico e hedge de delta para limitar a exposição.

Market taking: entrar só quando o setup vale a pena

Diferente do market maker, o market taker não mantem ordens abertas o tempo todo. Ele espera um gatilho técnico — suporte rompendo, volume anormal ou divergência de agressão — e entra com ordem de mercado, removendo liquidez do book. O custo é o spread pago na hora, mas a expectativa é de movimento direcional que compense.

No mercado brasileiro de criptomoedas, por exemplo, o volume costuma dobrar nos primeiros 15 minutos depois que o dólar comercial abre. Um algoritmo market taker pode ser configurado para comprar Bitcoin assim que o book mostrar 3x o volume médio dos últimos 10 dias, com agressão de compra maior que 70 %. A ideia é surfar a onda de liquidez e sair quando o momentum perder força.

A vantagem do automatizado é o filtro de falso positivo. Enquanto o trader manual olha no gráfico e se decide, o robô já comparou 12 indicadores e só dispara quando a probabilidade estatística ultrapassa 65 %, reduzindo os sinais ruins que costumam quebrar conta pequena.

Como os dois lados se completam numa estratégia 24 h

Na Spider, a maioria das estratégias do Marketplace mistura as duas abordagens: o módulo de market making fica responsável por gerar caixa constante, enquanto o de market taking fica de tocaia nos momentos de maior probabilidade de movimento direcional. O resultado é um PnL com duas fontes de retorno menos correlacionadas, o que suaviza o drawdown.

Exemplo prático: o par BTC/USDT tem spread médio de 0,04 % nas horas tranquilas. Um robô market maker consegue capturar 60 % desse spread, gerando retorno bruto de 0,024 % por ciclo. Já o módulo market taker fica aguardando breakout de volatilidade: quando o book detecta volume 5× maior que a média e spread abaixo de 0,02 %, o algoritmo entra na direção da agressão com stop de 0,5 % e alvo de 2,5 × risco/recompensa.

Combinados, os dois lados entregam 1,8 % de retorno médio mensal com drawdown controlado a 4,2 % — números auditados pelos analistas CNPI que assinam cada estratégia disponível na plataforma. Vale lembrar: passado nãoão é garantia de futuro, e toda estratégia envolve risco de perda.

Configurando robôs para fazer as duas funções sem complicação

No Robôs de IA da Spider, o usuário escolhe o ativo e o sistema carrega parâmetros pré-ajustados por especialistas. Para quem quer fazer market making, basta selecionar "Spread" e definir o tick mínimo 0,01 %, volume máximo 5 % do capital e stop de inventário 0,8 %. O backtest mostra como o robô teria se comportado nos últimos 90 dias, incluindo taxas de corretagem simuladas.

Para market taking, o assistente sugere "Breakout + Volume". Aqui o usuário ajusta o múltiplo de volume (3×, 5× ou 10×) e o período de referência (10 ou 20 dias). O algoritmo só dispara ordem de merca quando os dois filtros coincidem, reduzindo sinal-falso.

Depois de criados, os robôs operam numa conta separada, com relatório diário de PnL, drawdown e número de ciclos completos. Tudo visível no Painel consolidado, que inclui até as posições em aberto nas corretoras parceiras. Quer só assistir? É possível assinar estratégias prontas no Marketplace e receber os mesmos relatórios sem escrever uma linha de código.

Perguntas frequentes

Preciso de conta grande pra fazer market making?+

Não. Robôs da Spider rodam com capital inicial de R$ 500. A diferença está no tamanho do lote: quanto maior o capital, mais split de ordens e melhor o preenchimento, mas o backtest comprova que até lotes pequenos capturam spread quando a configuração está correta.

Market taker paga mais taxa?+

Sim, quem remove liquidez com ordem de merca paga a taxa de agressão. O robô já desconta isso no cálculo de expectativa, mostrando só operações com probabilidade de lucro líquido positivo depois da taxa.

Posso rodar os dois robôs no mesmo ativo?+

Pode, e é recomendado. Eles operam em lógicas diferentes, então não competem entre si. O market maker fica de plantão; o market taking fica de tocaia. O Painel consolida tudo num só PnL.

Como saber se a estratégia vai continuar funcionando?+

Todos os algoritmos da Spider são re-otimizados automaticamente a cada 7 dias, usando janela móvel de 90 dias. O relatório mostra se o parâmetro ainda é válido ou se deve ser ajustado — tudo antes de perder mais de 5 % do capital.

Existe risco de perder tudo num pico contrário?+

Existe, por isso o sistema limita inventário máximo por robô e stop global por conta. Se o drawdown atinge 6 %, as operações param automaticamente até o usuário revisar. É proteção de capital antes de tudo.

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