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Bitcoin interrompe quedas com otimismo institucional

O otimismo institucional contrasta com volatilidade e correção no Bitcoin, ao passo que a criptomoeda opera em torno de US$ 67.500 nesta quinta-feira (12). A expectativa de curto prazo é neutra a levemente negativa, segundo análise de André Franco, CEO da Boost Research.

Enquanto mercados acionários globais demonstram força, com ações asiáticas em recordes impulsionadas pelo setor de tecnologia e pela vitória da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi, que eleva apostas em estímulos econômicos, dados de emprego nos EUA acima do esperado fortalecem o dólar e os rendimentos dos Treasuries.

Isso reduz expectativas de cortes de juros pelo Fed no curto prazo. Desse modo, limitando o apetite por ativos de risco como criptomoedas. Isso ocorre pelo fato do mercado cripto historicamente se beneficiar de políticas monetárias mais frouxas.

Commodities como petróleo sobem com tensões geopolíticas entre EUA e Irã. Enquanto metais preciosos como ouro recuam levemente após ganhos recentes. Investidores voltam os olhos para o próximo CPI de inflação nos EUA, principal catalisador macro.

A recente correção técnica no BTC sugere consolidação ou pressão descendente adicional antes de direção mais clara. Apesar do cenário misto no curto prazo, perspectivas de médio e longo prazo permanecem otimistas, impulsionadas por influxos institucionais.

Otimismo institucional no Bitcoin cresce

Andrew Landman, chefe da BlackRock para Ásia-Pacífico, destacou no Consensus Hong Kong 2026 que uma alocação mínima de 1% em ativos digitais por investidores institucionais asiáticos poderia liberar cerca de US$ 2 trilhões em novos fluxos.

Leia também: IOF de 3,5% na compra de criptoativos? Entenda medida do Governo

A região concentra enorme riqueza, mas a exposição a cripto ainda é baixa comparada aos EUA. Clareza regulatória em Hong Kong, Cingapura e Japão, aliada a ETFs de Bitcoin e Ether, cria ambiente favorável para fundos de pensão e family offices.

Analistas do JPMorgan reforçam o otimismo para o restante de 2026, prevendo recuperação liderada por fluxos institucionais.

Apesar da volatilidade recente, o banco aponta maturação da infraestrutura de mercado e crescente clareza regulatória. Incluindo possível legislação nos EUA como o Clarity Act. O texto poderia, segundo o banco, atrair players tradicionais hesitantes, estabilizando preços e impulsionando crescimento.