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Bitcoin inicia semana com quedas

O Bitcoin opera em torno de US$ 64.500 nesta segunda-feira (23), refletindo um dia de pressão vendedora moderada e consolidação na faixa entre US$ 64.000 e US$ 67.500. André Franco, CEO da Boost Research, descreve o cenário como neutro a levemente negativo no curto prazo.

“O fortalecimento do dólar e a cautela macro antes de dados econômicos nos EUA limitam fluxos para ativos voláteis como o BTC”, avalia. Mercados asiáticos recuaram, com o índice MSCI Asia-Pacific em baixa.

Enquanto isso, investidores reduziram exposição a risco diante de incertezas sobre inflação e próximos passos do Federal Reserve. Petróleo mantém ganhos por tensões geopolíticas, mas metais preciosos oscilam sem direção.

O sentimento geral é defensivo, com fluxos migrando para dólar e renda fixa. A queda recente do Bitcoin para a zona dos US$ 60.000 gerou um pico histórico nas buscas no Google pelo termo “Bitcoin zero” nos Estados Unidos, sinalizando capitulação e pânico entre investidores de varejo.

Pessimismo pode indicar fundo

Historicamente, esse tipo de pessimismo extremo costuma coincidir com fundos de mercado. Mas analistas alertam que o sinal é ambíguo. O medo está concentrado nos EUA, bastante agravado por incertezas sobre tarifas comerciais e políticas econômicas. Enquanto o resto do mundo mostra maior resiliência.

Portanto, o mercado permanece sensível a indicadores macro com foco nos próximos dados de emprego e inflação. Contudo, o fluxo de notícias positivas do lado regulatório sugere que o pessimismo extremo pode estar próximo de um ponto de exaustão. Para investidores, o momento pede paciência: a consolidação atual pode ser o prelúdio de uma fase mais estruturada de adoção.

Leia também: Dificuldade de mineração do Bitcoin salta 15%: maior aumento desde 2021

Apesar da cautela de curto prazo, avanços regulatórios nos EUA alimentam otimismo institucional. Brad Garlinghouse, CEO da Ripple, afirmou em entrevista à Fox Business que há 80% de probabilidade de o CLARITY Act (Digital Asset Market Clarity Act) ser aprovado até o final de abril de 2026.

O executivo destacou reuniões de alto nível entre líderes bancários, executivos do setor cripto e a Casa Branca, que estariam superando o impasse regulatório em Washington.

“O projeto não é perfeito, mas é essencial para sair da zona cinzenta e permitir adoção em massa”, disse Garlinghouse, enfatizando o potencial para ativos como XRP em pagamentos transfronteiriços.Paralelamente, a SEC promoveu uma alteração discreta nas regras contábeis para corretoras que tratam stablecoins.