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Fannie Mae, de US$ 4 trilhões, agora aceita Bitcoin como garantia em hipotecas

Pela primeira vez na história, um dos maiores financiadores de hipotecas dos Estados Unidos vai aceitar Bitcoin e USDC como garantia para entrada em imóveis. A Fannie Mae, entidade que garante cerca de US$ 4 trilhões em empréstimos habitacionais, firmou parceria com a Coinbase e a Better Home & Finance para lançar hipotecas lastreadas em criptoativos.

Portanto, o produto permite que o comprador de imóvel use Bitcoin ou USDC como colateral para o pagamento da entrada sem precisar vender os ativos digitais. Isso evita a realização de ganho de capital e a consequente tributação imediata.

Apesar disso, as hipotecas seguem as regras padrão de conformidade da Fannie Mae, com os mesmos critérios de underwriting e proteções ao consumidor aplicados aos empréstimos tradicionais. “Estamos trazendo o cripto para o financiamento habitacional mainstream. Isso é tão americano quanto torta de maçã”, declarou a Coinbase em comunicado oficial.

Além disso, a Better Home & Finance, responsável pela estruturação dos empréstimos, destacou que 41% das famílias americanas não conseguem comprar casa por falta de dinheiro líquido para entrada, mesmo tendo patrimônio em outros ativos.

“Muitos americanos têm economias presas em Bitcoin ou stablecoins. Agora podem usar esse capital sem abrir mão dele”, explicou a empresa.

Como funciona o novo produto da Fannie Mae

O mutuário deposita Bitcoin ou USDC em uma conta custodiada pela Coinbase. O valor é usado como garantia para a entrada do imóvel (tipicamente 10% a 20% do valor do bem). O empréstimo é concedido pela Better e garantido pela Fannie Mae, seguindo as normas federais.

Caso o mutuário deixe de pagar as parcelas, o credor pode liquidar parte do colateral cripto para cobrir o prejuízo. Se tudo correr bem, o cliente mantém sua posição em Bitcoin e ainda constrói patrimônio imobiliário.

A iniciativa chega em um momento de forte pressão sobre a acessibilidade habitacional nos EUA. Com juros elevados e preços de imóveis em alta, milhões de famílias estão excluídas do sonho da casa própria. A nova solução permite que quem acumulou Bitcoin desde os ciclos anteriores utilize esse patrimônio sem realizar o ativo e pagar imposto sobre ganho de capital.

Contexto regulatório e institucional

O lançamento é possível graças ao ambiente regulatório mais claro dos últimos anos. A GENIUS Act (2025) e o avanço do CLARITY Act no Congresso deram segurança jurídica para stablecoins e ativos digitais.

A Fannie Mae, entidade quase pública, só aceitou o produto após rigorosa avaliação de riscos, custódia e compliance. A Coinbase atua como custodiante qualificada, atendendo aos padrões exigidos por reguladores federais.Especialistas veem o movimento como marco da integração entre cripto e finanças tradicionais